Eu sinto que a pandemia deixou marcas em muita gente. E, até hoje, a gente ainda convive com essas cicatrizes.
O impacto maior disso foi o uso de telas que aumentou muito durante esses anos. E isso também me afetou bastante.
De 2025 para 2026, comecei a perceber que minha mente já não era mais a mesma. Isso chegou a me preocupar de verdade.
Eu esquecia coisas simples. Guardava algo e, minutos depois, simplesmente não lembrava onde tinha colocado. Foi nesse momento que comecei a me questionar.
Depois de assistir alguns vídeos e ler algumas coisas, cheguei à conclusão de que o excesso de telas estava afetando a minha mente. Minha rotina hoje começa no celular - geralmente no Instagram - e terminava da mesma forma.
Eu até consegui me afastar do tiktok quando percebi que estava ficando viciada. Mas, com o Instagram, ainda não consigo fazer o mesmo. Pra não ficar o tempo todo ali, eu preciso estar muito ocupada.
E os impactos disso na minha saúde mental são claros, minha ansiedade aumentou, me sinto mais cansada, mesmo descansando, estou mais sedentária, sinto que não descanso de verdade. Mas o que mais me preocupa é o impacto intelectual. Tenho sentido muita dificuldade de me concentrar - principalmente nas minhas leituras. E a leitura é algo que sempre foi muito importante pra mim.
Hoje, eu passo mais tempo rolando o feed do que virando páginas. Eu sinto que estou consumindo muito… e absorvendo pouco. E, mesmo sabendo que isso me faz mal, continuo. É como estar em um relacionamento tóxico. Tem dias em que é fácil sair. Mas, quando eu quero fugir de alguma coisa… eu simplesmente volto.
Outra coisa que percebi foi o aumento da vontade de consumir. Depois que meu tempo de tela aumentou, comecei a sentir mais vontade de comprar. Era um milhão de produtos de skincare, glow up, 500 cadernos para diferentes áreas da vida.
Normalmente não faço muitas sugestões, mas quero te dar algumas. Gostaria de te sugerir alguns temas que me trouxeram inspirações pra trazer essa postagem. Tenho lido alguns artigos também, e quero recomendar.
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De 2025 para 2026, comecei a perceber que minha mente já não era mais a mesma. Isso chegou a me preocupar de verdade.
Eu esquecia coisas simples. Guardava algo e, minutos depois, simplesmente não lembrava onde tinha colocado. Foi nesse momento que comecei a me questionar.
Depois de assistir alguns vídeos e ler algumas coisas, cheguei à conclusão de que o excesso de telas estava afetando a minha mente. Minha rotina hoje começa no celular - geralmente no Instagram - e terminava da mesma forma.
Eu até consegui me afastar do tiktok quando percebi que estava ficando viciada. Mas, com o Instagram, ainda não consigo fazer o mesmo. Pra não ficar o tempo todo ali, eu preciso estar muito ocupada.
E os impactos disso na minha saúde mental são claros, minha ansiedade aumentou, me sinto mais cansada, mesmo descansando, estou mais sedentária, sinto que não descanso de verdade. Mas o que mais me preocupa é o impacto intelectual. Tenho sentido muita dificuldade de me concentrar - principalmente nas minhas leituras. E a leitura é algo que sempre foi muito importante pra mim.
Hoje, eu passo mais tempo rolando o feed do que virando páginas. Eu sinto que estou consumindo muito… e absorvendo pouco. E, mesmo sabendo que isso me faz mal, continuo. É como estar em um relacionamento tóxico. Tem dias em que é fácil sair. Mas, quando eu quero fugir de alguma coisa… eu simplesmente volto.
Outra coisa que percebi foi o aumento da vontade de consumir. Depois que meu tempo de tela aumentou, comecei a sentir mais vontade de comprar. Era um milhão de produtos de skincare, glow up, 500 cadernos para diferentes áreas da vida.
Me comparar com as outras pessoas, eu não faço isso tanto. E isso não é sobre comparação , mas sobre influência. E, quando percebi essas coisas, tive a compreensão que havia um problema ali.
Teve uma época em que eu parei até de ouvir músicas, porque dizia que não tinha tempo. Mas, na verdade, eu tinha. Eu só estava ocupando esse tempo rolando o feed.
E depois de perceber tudo isso, decidi que preciso fazer um uso melhor do meu tempo. Quero voltar a escrever mais, estudar, ter hobbies, ouvir minhas músicas, ler como antes.
Esse texto, inclusive, faz parte desse processo. É um experimento. No início, sei que vai ser difícil me desconectar. Mas estabeleci um limite: 15 minutos por dia no Instagram, tanto na minha conta pessoal quanto na literária.
E vou tentar respeitar esse processo, preciso fazer as coisas no meu ritmo. Mas gostaria de voltar a me sentir presente, pensar com calma, focar de novo. E o primeiro passo foi reconhecer que existe um problema.
Tive o insight para escrever esse texto depois de ouvir um episódio do podcast Notas de Rodapé (para não surtar), que falava sobre o impacto do excesso de telas, dos vídeos curtos e da tecnologia na forma como pensamos. Na descrição do episódio ela pontua não só apenas o vicio no celular, mas a nossa relação com a IA, o excesso de consumo de vídeos curtos, e como isso tá impactando diretamente a nossa saúde mental e social, e de como vai piorar ainda mais se a gente não tomar medidas hoje e nos proteger disso.
E isso me fez refletir muito, talvez eu ainda não tenha todas as respostas, mas sei que não quero continuar assim.
Eu ouvi esse podcast há uns dias, e antes de definir alguns temas para o Beda eu já quis trazer algo sobre o excesso de telas. Mas eu lembrei dele e achei pertinente falar sobre. Porém, durante esse período, eu já tinha desisto do beda, e o tema simplesmente ficou guardado.
Não entrei tanto nessa pauta sobre IA, mas ela também está tendo grandes impactos na nossa vida no modo geral, e precisamos falar sobre isso.
Teve uma época em que eu parei até de ouvir músicas, porque dizia que não tinha tempo. Mas, na verdade, eu tinha. Eu só estava ocupando esse tempo rolando o feed.
E depois de perceber tudo isso, decidi que preciso fazer um uso melhor do meu tempo. Quero voltar a escrever mais, estudar, ter hobbies, ouvir minhas músicas, ler como antes.
Esse texto, inclusive, faz parte desse processo. É um experimento. No início, sei que vai ser difícil me desconectar. Mas estabeleci um limite: 15 minutos por dia no Instagram, tanto na minha conta pessoal quanto na literária.
E vou tentar respeitar esse processo, preciso fazer as coisas no meu ritmo. Mas gostaria de voltar a me sentir presente, pensar com calma, focar de novo. E o primeiro passo foi reconhecer que existe um problema.
Tive o insight para escrever esse texto depois de ouvir um episódio do podcast Notas de Rodapé (para não surtar), que falava sobre o impacto do excesso de telas, dos vídeos curtos e da tecnologia na forma como pensamos. Na descrição do episódio ela pontua não só apenas o vicio no celular, mas a nossa relação com a IA, o excesso de consumo de vídeos curtos, e como isso tá impactando diretamente a nossa saúde mental e social, e de como vai piorar ainda mais se a gente não tomar medidas hoje e nos proteger disso.
E isso me fez refletir muito, talvez eu ainda não tenha todas as respostas, mas sei que não quero continuar assim.
Eu ouvi esse podcast há uns dias, e antes de definir alguns temas para o Beda eu já quis trazer algo sobre o excesso de telas. Mas eu lembrei dele e achei pertinente falar sobre. Porém, durante esse período, eu já tinha desisto do beda, e o tema simplesmente ficou guardado.
Não entrei tanto nessa pauta sobre IA, mas ela também está tendo grandes impactos na nossa vida no modo geral, e precisamos falar sobre isso.
Hoje é quarta-feira, dia 15 de abril. Na quarta que vem, vou trazer como foi essa semana e com a diminuição de algumas redes.
Normalmente não faço muitas sugestões, mas quero te dar algumas. Gostaria de te sugerir alguns temas que me trouxeram inspirações pra trazer essa postagem. Tenho lido alguns artigos também, e quero recomendar.
- Como nossa experiência de vida é afetada quando tudo vira conteúdo? - A exposição constante não só muda o que mostramos, mas como nos percebemos. Entre a busca por reconhecimento e a exaustão de sustentar presença, a experiência vai sendo substituída por desempenho e validação contínua, avalia o psicanalista Kályton Resende.
- Sinais de que você está usando IA demais (e por que vale diminuir) - Recorrer à Inteligência Artificial para tudo — de tarefas simples a dilemas pessoais — pode parecer prático, mas também tem efeitos sobre a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos. Usá-la com senso crítico é fundamental para que a tecnologia funcione como ferramenta, e não como substituta do próprio julgamento.

somos seres lentos
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