Demorei um pouco para iniciar o segundo livro, pois senti que precisava de um tempo para digerir o primeiro, que foi muito bom. Em um dia aleatório, faltou luz, e decidi pegar o livro para ler. Eu queria finalizar a saga antes do fim do ano, já que estava ansiosa para assistir aos filmes. Então resolvi que leria todos os livros antes de ver qualquer adaptação - mesmo sendo difícil em alguns momentos, porque a vontade de desistir da leitura para assistir logo aos filmes era grande. Ainda assim, mantive a meta: pretendo terminar os dois últimos livros este ano para, quando o filme final for lançado, já ter lido tudo antes.
Katniss e Peeta agora lidam com as consequências do que aconteceu no primeiro livro. O governo está furioso, pois acredita que ambos ridicularizaram a Capital. Para evitar represálias ainda maiores, eles precisam manter a imagem de um relacionamento verdadeiro - afinal, não são apenas as cabeças deles que podem rolar, mas também as de suas famílias. A Capital se mostra cada vez mais preocupada com a influência que Katniss e Peeta exercem sobre os distritos, transformando-os em verdadeiros ídolos nacionais. Por isso, passam a viver sob constante vigilância.
Confesso que demorei um pouco para “pegar o ritmo” dessa leitura. Achei o livro mais denso e mais lento, e ele não me prendeu tanto quanto o primeiro. Ainda assim, é impossível ignorar o impacto psicológico dos Jogos: tudo o que Katniss e Peeta viveram na arena deixou marcas profundas, afetando suas atitudes, escolhas e saúde mental.
Neste segundo livro, somos apresentados a novos personagens e novas histórias - além de um novo jogo: o Massacre Quaternário. Ele nos permite conhecer melhor antigos vencedores dos Jogos Vorazes e entender mais sobre suas trajetórias. Também aprendemos mais sobre Haymitch, mentor de Katniss e Peeta, e os motivos que o levaram a se afundar na bebida.
Em Chamas continua abordando temas extremamente importantes, como a opressão e a ganância de um governo disposto a sacrificar vidas para manter o controle. Confesso que, quando descobri que os vencedores teriam que retornar à arena, isso me abalou bastante. Muitos deles têm pesadelos constantes com tudo o que viveram nos Jogos, e vê-los obrigados a reviver esse trauma é profundamente triste.
O retorno à arena, agora com regras ainda mais cruéis, intensifica a narrativa e deixa claro até onde o sistema é capaz de ir - se reinventando continuamente - para se manter no poder.
Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos – incluindo o próprio Peeta – acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescente vitoriosos – transformados em verdadeiros ídolos nacionais – podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.
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