18 ago. 26
quero me pedir desculpas.
por todas as vezes em que sufoquei sentimentos que me machucaram,
em deixar as minhas inseguranças falarem mais alto,
por perder oportunidades que seriam muito boas para mim,
em deixar o sentimento de não ser capaz me dominar,
de não ter sido madura o suficiente para lidar com determinadas situações,
onde deixei a ansiedade me atrapalhar em diversos momentos,
quando fui fraca onde deveria ter sido forte,
de ter corrido quando deveria ter ficado,
onde guardei coisas para mim quando deveria ter falado,
quando criei situações onde apenas deveria apenas ter conversado,
de ter deixado de fazer coisas que eu amava por medo do que iriam falar,
em sentir vergonha das coisas que eu gostava
em não ter devolvido o constrangimento quando era necessário.
★
para tudo eu quero trazer um contexto:
quando eu era mais nova, escrevia muitos textinhos desse estilo e tive minha fase de gostar de livros assim também: textos cruéis demais para serem lidos rapidamente fez boa parte disso, e outros jeitos de usar a boca, da rupi kaur, também.
para o texto de hoje, me inspirei no livro do iandê albuquerque, que li no mês passado (talvez a sua jornada agora seja só sobre você). foi um livro de que não curti muito, achei meio confuso, mas, na parte que inspirou esse texto, eu me identifiquei bastante.
como disse acima, eu amava escrever esse estilo de texto, mas queimei tudo (foi a maior besteira que fiz na minha vida!) e me arrependo muito.
até quero reler outros jeitos de usar a boca, pois fiz a leitura lá em 2019.

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